Você já parou o carro em uma blitz e sentiu aquele friozinho na barriga quando o agente pede para descer e dá uma olhada atenta nos pneus?
Para boa parte dos motoristas, pneu careca é apenas um detalhe estético. Algo para resolver quando sobrar tempo, ou quando o orçamento do mês permitir.
A realidade, no entanto, é bem mais séria do que parece. E o custo de ignorar esse detalhe pode ser bem maior do que o preço de um pneu novo.
O Código de Trânsito Brasileiro não deixa margem para dúvida sobre o assunto.
Segundo o artigo 230, inciso dezoito, da lei que organiza o trânsito no país, conduzir um veículo em mau estado de conservação, de forma que comprometa a segurança, é classificado como infração grave na legislação brasileira.
Pneus desgastados se encaixam perfeitamente nessa descrição. Afinal, eles são o único ponto de contato entre o carro e o asfalto, responsáveis pela tração, pela frenagem e pela estabilidade em qualquer situação de pista.
Não é à toa que a fiscalização trata o tema com rigor. Um pneu careca não compromete só a estética do carro. Ele compromete a física básica da condução segura, e isso pesa diretamente na avaliação de um agente de trânsito.
Vale lembrar que a regra não se aplica só ao carro de passeio do dia a dia. Motos, caminhonetes e veículos de entrega seguem a mesma exigência, já que o risco de perder aderência em uma curva ou em uma frenagem de emergência existe para qualquer tipo de veículo sobre rodas.
A conta começa pelo bolso, mas não termina ali.
Quem é flagrado com pneu careca em uma blitz paga uma multa de R$ 195,23. Junto com o valor, chegam cinco pontos na carteira de motorista, praticamente metade do limite tolerado em um único período para quem ainda está com a pontuação zerada.
Além da multa e dos pontos, existe a possibilidade real de retenção do veículo no próprio local da fiscalização, até que a situação seja regularizada.
Na prática, isso pode significar chamar um guincho, negociar a troca às pressas com uma borracharia próxima, ou simplesmente perder horas do seu dia resolvendo um problema que poderia ter sido evitado com antecedência.
Existe ainda uma camada de responsabilidade que vai além da multa. Em caso de acidente causado por um pneu em condição irregular, o motorista pode responder civilmente pelos danos causados a terceiros, já que o estado precário do pneu pode ser considerado parte da causa do sinistro.
Se colocarmos tudo na ponta do lápis, o valor da multa já se aproxima do custo de um alinhamento e balanceamento completo. Some a isso o tempo parado, o estresse da abordagem e o risco de uma segunda autuação caso o problema não seja resolvido logo em seguida, e fica fácil perceber que adiar a troca nunca é a opção mais econômica.

A multa incomoda, mas o verdadeiro perigo está na pista, não no talão de multas.
Pneus com pouca profundidade de sulco perdem a capacidade de escoar a água rapidamente. Isso aumenta o risco de aquaplanagem, quando o carro passa a deslizar sobre uma fina camada de água e o motorista perde parte do controle da direção.
A frenagem também sofre. Em testes conduzidos por fabricantes de pneus, um pneu bastante desgastado pode precisar de uma distância bem maior para parar o veículo, principalmente em piso molhado, se comparado a um pneu dentro dos padrões recomendados, segundo reportagem da Vrum.
Em outras palavras, o maior custo de rodar com pneu careca não é financeiro. É o risco real de um acidente, para você e para quem está por perto.
Esse risco cresce ainda mais em dias de chuva, quando a pista já está mais escorregadia por natureza. Um pneu careca combinado com asfalto molhado forma exatamente a dupla que engenheiros de trânsito mais associam a acidentes de perda de controle.
A boa notícia é que dá para descobrir isso em poucos minutos, sem nenhum equipamento especial.
A Resolução Contran número 913, de 2022, estabelece a profundidade mínima de um vírgula seis milímetros nos sulcos do pneu. Abaixo desse valor, a situação já é considerada irregular pela legislação de trânsito, segundo reportagem do Portal do Trânsito.
Todo pneu tem pequenos indicadores de desgaste dentro dos sulcos, conhecidos como marcadores TWI. Quando a banda de rodagem chega no mesmo nível desses indicadores, é sinal de que a troca não pode mais esperar.
Existe também um teste simples para o dia a dia. Encaixe uma moeda de um real dentro do sulco, com a parte dourada voltada para baixo. Se essa borda desaparecer dentro da borracha, o pneu ainda está dentro do limite seguro. Se ela continuar visível, é hora de agir.
O ideal é criar o hábito de fazer essa checagem uma vez por mês, ou sempre antes de uma viagem mais longa. Leva poucos minutos e pode evitar não só uma multa, mas também um imprevisto no meio da estrada, longe de casa e de uma borracharia de confiança.

Aqui está um detalhe que poucos motoristas param para considerar.
Pneu desgastado não é sinônimo só de multa. Também costuma ser sinônimo de pneu mais vulnerável a furos, principalmente em vias com pregos, cacos de vidro ou miguelitos espalhados pelo caminho.
Enquanto a troca não acontece, o carro continua rodando todos os dias, exposto a esse risco em cada trajeto, em cada viagem curta até o trabalho ou até a escola das crianças.
Para quem depende do veículo para trabalhar, como motoristas de aplicativo e entregadores, esse detalhe pesa ainda mais. Um furo no meio do expediente significa corrida perdida, cliente parado e, muitas vezes, o custo extra de um guincho ou de uma borracharia de plantão.
É exatamente nesse intervalo que o selante Zero Furo faz diferença. Ele age vedando pequenos furos no exato momento em que acontecem, sem a necessidade de parar o carro imediatamente, o que reduz bastante a chance de ficar na mão enquanto a troca do pneu é organizada.
Sim. A fiscalização pode autuar o veículo mesmo quando apenas um pneu está fora do limite mínimo de profundidade. Por isso vale a pena verificar todos, incluindo o estepe, que também é considerado equipamento obrigatório pela legislação.
O veículo pode ser retido no próprio local da fiscalização até que o problema seja resolvido. Dependendo da situação, isso envolve chamar um guincho, providenciar a troca ali mesmo ou levar o carro para regularização antes de voltar a circular.
Não. Diferente de pendências documentais, pneu careca é tratado como risco imediato à segurança. A fiscalização pode autuar na hora, sem conceder prazo para regularização posterior.
Quer proteger seu carro contra furos inesperados enquanto mantém tudo em dia com a lei? Conheça o Selante Zero Furo, que ajuda a vedar pequenos furos e evita que você fique na mão.
Tente refazer sua busca utilizando outros termos
A loja Zero Furo é operada pela Shop Multi CNPJ: 47.114.519/0001-64 - endereço: Avenida Caio Cotrim, 46, CEP 06696-060, Galpão Módulo 3 do CLI 2, Itapevi - SP, CEP: 06696-060 - 2026 Copyright Zero Furo. Todos os direitos reservados.